Mano desmente Pato sobre ficar na área e entende birra da torcida
O técnico deixou claro que a equipe possui apenas um centroavante
Por Gazeta Press
"Nós só temos um centroavante no plantel, e ele se chama Paolo Guerrero. Só a ele é pedido que jogue de centroavante. Fui claro? Só temos um. Então, só peço ao Paolo Guerrero para jogar de centroavante. Para os outros, peço que jogue de atacante, não de centroavante", afirmou o treinador.
Claramente incomodou o gaúcho o fato de Pato ter reclamado da disposição coletiva do time na derrota de sábado. À sua maneira, ele conseguiu cobrar que assuntos desse tipo sejam discutidos internamente e deixar claro que ficou insatisfeito com a produção do camisa 7. A ponto de concordar com a cobrança da torcida alvinegra, que mais uma vez vaiou o atacante.
"Existe uma cultura dentro de cada clube. Essa coisa da raça é obviamente forte aqui, é a essência do que o torcedor gosta de ver em campo. Mas não é possível que todo jogador tenha o mesmo tipo de comportamento, até pelas funções em campo", disse Mano, antes de acrescentar que a disposição não é o único problema.
"O conjunto é o mais importante. E não está tão bom, por isso o torcedor não está dando o aval. Não existe pré-disposição com ninguém. É só aquilo que ele quer ver em campo. A exigência também é do nível do investimento que foi feito. Quando os números são maiores, a expectativa, justamente, é maior", comentou o treinador.
Diante da insistência no assunto, Mano disse que 'o que poderia ter sido abordado externamente já foi abordado'. E concluiu reiterando que eventuais reclamações do atacante de R$ 40 milhões devem ser feitas diretamente ao chefe. "Isso tem que ser abordado internamente. Se eu tiver que falar alguma coisa, vou falar para ele."
Com Pato no banco, a provável escalação do Corinthians na Vila Belmiro é a seguinte: Walter; Diego Macedo, Gil, Paulo André e Uendel; Ralf, Guilherme, Rodriguinho e Danilo; Romarinho e Guerrero. Fagner, regularizado, está fora e deverá ficar à disposição para a partida de domingo, contra a Ponte Preta, em Campinas.
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